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A Erva do Diabo, Fernão Capelo Gaivota e Matrix

01/09/2011

Carlos Castaneda1

Em A Erva do Diabo, de 1968, Carlos Castaneda revela como foi uma parte de seu aprendizado de dez anos com o índio yaki Dom Juan. No livro, que rendeu reportagem de capa na Time, Castaneda trata especificamente dos ensinamentos a respeito do uso de três plantas alucinógenas utilizadas com a finalidade de desenvolver a percepção do aprendiz e forçá-lo a ver o que existe por detrás das cortinas de nossa consciência: o mundo real, o mundo que fomos programados para esquecer. Como a obra explica detalhadamente a forma de uso das plantas, Castaneda tornou-se um dos gurus do movimento power flower. As três plantas de que falo são as seguintes: Psilocybe mexicana, Datura inoxia e Lophophora williamsii. Na publicação de 30º aniversário da edição norte-americana, publicada no Brasil pela editora Nova Era em 2011, além da Análise Estrutural e dos Apêndices, o leitor conta ainda com 12 páginas de comentários do autor. Fantástico! Vamos lembrar que a história além do mistério, suspense e humor originou-se no trabalho de campo do Antropólogo Carlos Castaneda sobre a utilização medicinal das plantas citadas. O livro, como pode parecer, não é uma apologia ao uso de drogas, mas uma descrição cultural do Caminho do Guerreiro na arte da feitiçaria tolteca. Em Matrix, a verdadeira ação do filme começa após Neo escolher uma das pílulas oferecidas por Morpheus e ninguém nunca explicou o que tinha naquela que ele tomou. Só sabemos que assim como Castaneda, Neo nunca mais foi o mesmo e acabou por ver a realidade que Castaneda já havia descoberto. Alguns anos após, em 1970, Richard Bach lançou seu Fernão Capelo Gaivota. Transcrevo abaixo um trecho de A Erva do Diabo, para quem leu Fernão Capelo:

“Perguntei-lhe se os corvos sempre seguiam os pontos cardeais para dizer o destino do homem. Respondeu que a orientação era só minha; tudo o que os corvos fizessem em meu primeiro encontro com eles era da maior importância. Insistiu para eu recordar todos os detalhes, pois a mensagem e o padrão dos “emissários” eram um assunto individual e pessoal. Havia mais uma coisa em que ele insistia que eu lembrasse: a hora do dia em que os emissários me deixaram. Pediu que pensasse nas diferenças de luz em volta de mim entre o momento em que “comecei a voar” e o momento em que os pássaros prateados “voaram comigo”. Da primeira vez que tive a sensação de um vôo doloroso, estava escuro. Mas quando vi os pássaros, tudo estava avermelhado – vermelho-claro, ou talvez laranja.” […] Dom Juan: “Eles lhe chamarão e, ao voarem por cima de sua cabeça, tornar-se-ão brancos prateados; você os verá brilhando no céu e isso significa que sua hora chegou. Significa que vai morrer e virar um corvo…”

Fernão Capelo Gaivota queria voar como uma águia, queria voar alto e rápido. Ficou marginalizado e chegou a ser banido de seu bando. Mas conseguiu voar como queria e logo encontrou professores e aprendizes. Mas em um de seus mergulhos velozes precisou desviar de outra gaivota e atingiu uma rocha. Em seguida voava ao lado de gaivotas reluzentes e prateadas :).

“Para mim só existe percorrer os caminhos que tenham coração, qualquer caminho que tenha coração.”

– DOM JUAN

Bibliografia: A Erva Do Diabo, Carlos Castaneda, Editora NOVA ERA.

Abraços Progressivos

Tupi

Veja também neste blog: https://paintboxtalks.wordpress.com/2011/06/19/carlos-castaneda-e-o-caminho-do-guerreiro/

e https://paintboxtalks.wordpress.com/2011/05/03/viagem-a-ixtlan/

e https://paintboxtalks.wordpress.com/2011/10/12/paintboxtalks-e-o-caminho-do-guerreiro/

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