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Obscured By Clouds III e Final – As Músicas

23/11/2011

Parque Ecológico, 15 de Novembro, por Tb

“Obscured By Clouds” é a música de abertura do álbum, e junto com a faixa seguinte, “When You’re In”,  formava a abertura dos shows de The Dark Side Of The Moon, o álbum seguinte. Obscured By Clouds, além de ser um excelente instrumental do grupo, leva o mérito de ser a primeira música com som sintetizado do Pink Floyd, sim, é aquela longa nota de abertura da faixa que só vai terminar com a bateria do início de When You’re In. Acredito que as duas músicas eram uma só que foi dividida pela necessidade de interromper o som do sintetizador.
Na sequência vem a primeira canção do álbum “Burning Bridges” composta por Waters e interpretada por Gilmour e Wright. Uma harmonia lenta e suave sobre pontes queimando e laços antigos que se quebram. O muro, que já foi alto, agora é apenas uma lembrança. Barreiras foram removidas e tabus quebrados.
Em “The Gold It’s In The…” um dos participantes da expedição diz que não ficaria em casa por nada. Pode haver ouro no caminho, mas ele está indo por diversão e aventura. Ele quer conhecer lugares e pessoas diferentes nesse passeio pelo desconhecido. Em “The Gold” encontramos o clássico rock’n roll do final dos anos 60 sem o peso tradicional que o Floyd costumava usar em seus dois primeiros álbuns, apenas uma leve distorção.
“Wot’s… Uh The Deal” tem uma levada bem folk atapetada por piano e violão. Nunca foi executada ao vivo pelo Pink. O piano acentua-se a partir da metade da música e inicia o solo seguido pela guitarra. A música é alegre e tem os vocais de Gilmour e a letra de Waters. O tema é a transformação do chumbo em ouro, a mudança do frio para o quente e o amadurecimento até o encontro da Terra Prometida.
“Mudmen” é a faixa que encerra o Lado A do LP, uma composição instrumental de Gilmour e Wright que serve de fundo para a cena de dança tribal do filme. Parece colocada estrategicamente dentro da obra (o disco) como um reflexo das duas primeiras faixas para indicar a mudança de clima que está prestes a chegar com
o peso de “Childhood’s End” -como nos velhos tempos- e abrir o Lado B com o drama do “último homem da Terra” e seus pensamentos finais (influencia de um romance de Arthur C. Clarke); essa música de Gilmour ressurgirá bem mais apimentada em Have a Cigar do Álbum Wish You Were Here, mas há que a ache semelhante a Time do “The Dark Side”.
“Free Four” de Waters é mais um retorno ao bom e velho rock’n roll e conseguiu estourar nas FMs da época. Como todas músicas mais agitadas do Pink Floyd, essa também e “esquisitamente dançante”, quer dizer, até dá pra se sacudir um pouco mas a letra atrapalha, tipo, olhe só algumas das frases que Waters canta pra gente dançar: “E você fala com você mesmo enquanto morre numa enfermaria”, “a vida é um momento quente e curto e a morte um longo e frio descanso”. Difícil né? Já pensou, você lá dançando e de repente fala pra gata, “opa, peraí, eu preciso me sentar e prestar atenção nessa letra”, e quando a música acaba você está chorando soterrado por 257 canecos de chopp e sua história nem tem nada de semelhante com a vida do compositor! Pois é isso mesmo, essa música marca o início dos trabalhos deprê de Roger Waters que chegariam ao cume em The Wall e The Final Cut: tudo começou em Free Four ( mas a música é muito boa :)).
“Stay”, para mim, a melhor canção do álbum. É uma canção de amor feita por Wright e Waters, totalmente despretenciosa que fala de passar a noite ao lado da pessoa amada bebendo vinho sob a luz do luar. É uma peça única em toda a obra da banda. A abertura de baixo e piano é uma obra prima. A guitarra murmura do início ao fim como se estivesse espiando a cena e a bateria de Mason nunca foi tão suave. Ouça e curta a “meia-noite azul queimando dourada”.
Absolutely Curtains encerra esse álbum super-legal que reserva uma surpresa indescritível ao final dessa faixa instrumental: o canto da tribo Magupa, a tribo de Papua Nova Guiné que aparece no filme La Vallée. A transição do instrumental para o canto puríssimo dos Magupas é de arrepiar! Todos os quatro membros da banda figuram como compositores dessa peça inesquecível do Pink Floyd.

Obrigado pela atenção e espero você em The Dark Side Of The Moon: Todas As Facetas, que será meu presente de Natal para os leitores do blog.

Abraços Progressivos!

de Paintboxtalks

Este post inicia-se em:

https://paintboxtalks.wordpress.com/2011/11/16/pink-floyd-obscured-by-clouds-i-ou-la-vallee-de-barbet-schroeder-1972/ e em
https://paintboxtalks.wordpress.com/2011/11/21/pink-floyd-obscured-by-clouds-ii-o-filme/

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