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Pink Floyd – The Wall 1979 – Skrik

03/04/2012

Em 1893 Edvard Munch, norueguês, pintou uma das obras-primas do Expressionismo: a tela Skrik ( O Grito ) – uma menção a fatos de sua vida pessoal. “Passeava com dois amigos ao pôr-do-sol – o céu ficou de súbito vermelho-sangue – eu parei, exausto, e inclinei-me sobre a mureta– havia sangue e línguas de fogo sobre o azul escuro do fjord e sobre a cidade – os meus amigos continuaram, mas eu fiquei ali a tremer de ansiedade – e senti o grito infinito da Natureza” ( do Diário de Munch ). Mais tarde, na década de 60,  Arthur Janov, psicólogo e psicoterapeuta estadunidense, desenvolveu sua Terapia Primal, ou Terapia do Grito Primal. Teve pacientes ilustres como John Lennon e Yoko Ono, e inspirou o Tears For Fears além de influenciar Lennon em Mother. Em sua psicoterapia o paciente é levado a reviver momentos traumáticos de sua infância com o objetivo de resolver suas neuroses. Quando aproxima-se de relembrar a cena que causou o trauma é encorajado a GRITAR. No lançamento de The Wall. em 1979, o que se evidenciava era o muro, a parede, os tijolos e a insanidade escondida dentro do personagem, fruto de repetidas experiências traumáticas, frustrantes. O Grito está presente do começo ao fim da obra e seu contraponto são momentos de terrível depressão do personagem Pink ( Bob Geldorf ). Não me lembro do que chegou antes, mas vi o filme primeiro e só muito tempo depois pude comprar o álbum com as letras no encarte. Assisti o filme no cinema 72 vezes. Depois eu conto essa história…. 🙂 Com o passar do tempo a parede rabiscada em branco e preto caiu quase que no esquecimento ( a não ser pelas super-produzidas apresentações do Pink Floyd e do Roger Waters nas quais o muro é erguido e depois derrubado, como no filme ), e o que veio à tona é a face gritando e tentando sair do muro: uma imagem assustadora e um elemento de identificação muito forte que acaba hipnotizando o público. Mas não se iluda procurando um sentido profundo em The Wall: é uma crítica ao sistema educacional e aos costumes e conceitos ingleses do pós-guerra. Não há uma mensagem oculta em The Wall; mas The Wall tem o poder avassalador de levar o espectador ou o ouvinte a querer libertar o seu grito primal, e acredite-me, ouvir muito The Wall pode levar ou à depressão, ao surto, ou ao quebra-quebra, portanto: OUÇA COM MODERAÇÃO. Mais em: https://paintboxtalks.wordpress.com/2012/04/25/pink-floyd-the-wall/

Fonte: Wikipédia e minha experiência pessoal.

Abraços Progressivos

Tupi

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