Skip to content

Pink Floyd – The Final Cut – 1983

13/08/2012

The Final Cut é um álbum com dupla personalidade: pode ser considerado um álbum solo de Roger Waters ( consta na contracapa que as composições são de Roger Waters e executadas pelo Pink Floyd ) e é o último álbum da banda antes da saída de Roger Waters e o início da fase Gilmour; levando em conta que Syd Barrett, Richard Wright e o próprio Waters saíram da banda, também dá pra dizer que foi o último álbum do Pink Floyd. Atingiu o 1º lugar no Reino Unido e 6º nos EUA, além de várias platinas. O Réquiem ao sonho do pós-guerra traz muito pouca semelhança com The Wall, além, é lógico, do tema. Uma crítica contundente à Guerra das Malvinas e Margaret Tatcher e um hit “Not Now John” ( única faixa em que podemos ouvir a voz de Gilmour ), tudo isso coroado pela fantástica “The Gunners Dream”, cuja grande sacada, aquela junção entre sax e vocal carece de autenticidade, pois já era coisa muito velha. O álbum é ótimo, mas nem o passar do tempo evitou que o clima de baixo-astral e atritos internos da banda chegassem aos ouvintes. Quem ouve The Final Cut pela primeira vez consegue sentir o peso da pedra e se agarra para não ser tragado pelas ondas negativas de depressão espalhadas pelas harmonias e letras.  Também dá pra sacar que tudo foi gravado individualmente, pista por pista e que os músicos mal se encontraram no estúdio. Nota preciosa: na cópia do álbum gravada em 2004 foi incluída a faixa “When The Tigers Broke Free”.

Relação de Faixas: The Post war Dream; Your Possible Pasts; One Of The Few; The Hero’s Return; The Gunner’s Dream; Paranoid Eyes; Get Your Filthy Hands Off My Desert; The Fletcher Memorial Home; Southampton Doc; The Final Cut; Not Now John; Two suns In The Sunset

E apesar do hit do álbum ter sido Not Now John, destaco a letra de The Guner’s Dream, que para os fãs foi a música que mais se destacou no álbum:

O SONHO DO ATIRADOR

Caindo das nuvens/ Memorias precipitam-se para me encontrar agora/ mas no espaço entre os paraísos/ no canto de algum campo estrangeiro/ Eu tive um sonho/ Eu tive um sonho// Adeus Max, Adeus Mãe Após o serviço quando você estiver andando lentamente para o carro/ E  o prateado nos cabelos dela brilha no ar frio de novembro/ Você ouve o toque do sino/ o roçar da seda em sua lapela/ e como lágrimas que nascem para encontrar o consolo na fita/ Voce lhe toca a delicada mão/ E se agarra ao sonho

Um lugar pra estar/ “Oi! um verdadeiro…”/ O Suficiente para comer/ Em algum lugar velhos herois caminham seguros rua abaixo/em um lugar onde você pode falar alto sobre dúvidas e medos/ E mais: ninguem nunca desaparece/ Voce nunca ouvirá uma ordem de despejo batendo em sua porta/ Voce pode relaxar em ambos os lados do caminho/ E maniacos não atirarão nos músicos por controle remoto/ e todo mundo terá refúgio nas leis/ E ninguem mais matará nenhuma criança/

E ninguem mais matará nenhuma criança

Noite apos noite/ Rondando, rondando meu cérebro/ O sonho dele está me deixando insano/ E no canto de algum campo estrangeiro o atirador dorme essa noite/ O que está feito está feito/ Nós não podemos reescrever essa cena final

Preste atenção ao sonho dele.

Preste atenção.  

 

Abraços Progressivos!!!!

Tupi

Anúncios

From → Pink Floyd

Deixe um comentário

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: