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Pink Floyd – A Momentary Lapse Of Reason – 1987

14/08/2012

Em 1985 Roger Waters saiu do Pink Floyd deixando um rastro de egos destruídos ( ele demitira Richard Wright, e Nick Mason sentia-se tão diminuído que ambos nem tinham a intenção de gravar mais um álbum ). David Gilmour já tinha experiência suficiente para tocar a banda; gravara vários álbuns solos, podia compôr, trabalhara em parcerias e seu carisma e simpatia fizeram com que os outros membros da banda acreditassem em sua inspiração e o seguissem.  Após uma exaustiva disputa judicial pelo uso do nome “Pink Floyd” entre Waters e Gilmour&Mason, tanto Waters ( que perdeu o direito de usar o nome “Pink Floyd”, mas ganhou vários direitos sobre as obras The Wall e The Final Cut ) quanto o Pink Floyd botaram o pé na estrada e os fãs passaram a ter diversão em dobro. A Momentary Lapse Of Reason atingiu o 3º lugar tanto nas paradas britânicas quanto nas americanas. Apesar das críticas sulfúricas de Waters, o álbum é de uma estética extremamaente agradável para os ouvidos de quem passou 8 anos ouvindo lamúrias de greve. O senso de harmonia de Gilmour é de uma beleza generosa para um final de século que abria as portas para a New Age. Um dos pontos altos é “On The Turning Away” – A Volta Distante – o carro-chefe do álbum. Mas uma pequena frase bem colocada em “A New Machine Part 1” resume sutilmente tudo sobre o que Gilmour queria colocar uma pedra: “Ninguém vive para sempre” ( O Rei está morto, viva o Rei! – essa nota é minha ).  Mas a seguir vem “Terminal Frost” e o instrumental e as vozes impecáveis não deixam dúvidas sobre o que estamos ouvindo: é o Pink Floyd. Os timbres lembram os LPs “David Gilmour” e seu outro solo “About Faces”, mas isso não desmerece nem A Momentary Lapse Of Reason nem The Division Bell, que será nosso próximo post.

Relação de Faixas: Signs Of Life; Learning To Fly; The Dogs Of War; One Slip; On The Turning Away; Yet Another Movie; Round And round; A New Machine Part I and II, Terminal Frost; Sorrow

On The Turning Away

Ao dar as costas/Aos pálidos e oprimidos/ E as palavras que eles dizem/ Que nós não entenderemos/ “Não aceite que o que está acontecendo É só um caso de sofrimento dos outros/ Ou você descobrirá que está se unindo ao “dar as Costas”

É um pecado que de alguma maneira /Luz está mudando para sombra/ E lançando sua mortalha/ Sobre tudo ao que sabemos /Desconhecemos como as fileiras aumentaram/ Dirigidos por um coração de pedra/ Poderíamos descobrir que estamos todos sozinhos/ No sonho do orgulho

Nas asas da noite/ quando a luz do dia está despertando/ Onde os mudos unidos /Num acorde silencioso/ Usando palavras que você achará estranhas/ E hipnotizado por como eles acendem a chama/ Sinta o novo vento da mudança/ Nas asas da noite

Não mais “dar as costas”/ Aos fracos e exaustos/ Não “dar as costas” À frieza interior/ É um mundo que todos temos que compartilhar/ Não é suficiente apenas ficar em pé e assistir// É apenas um sonho que um dia Não daremos mais as costas ?

  

Abraços Progressivos,

Tupi

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