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Queen 2 – 1974

02/02/2013

Queen 2

O Queen II, lançado no Reino Unido em 8 de Março de 1974, é, como diz o nome, o segundo álbum de estúdio da banda. Com características de hard e heavy, o conjunto da obra é rock progressivo. A faixa de abertura, a instrumental Procession, é de arrepiar. Arrepiar no sentido de que ali naquele momento, Brian May pode ter criado um novo conceito de guitarra, usando bastante reverb e fazendo com que seu som assemelhe-se a um teclado. No ano seguinte, em A Night At The Opera, May vai mostrar tudo o que estava em sua cabeça genial quando fez Procession. Algo peculiar sobre esse LP é que o lado A chama-se “Lado Branco” e o labo B, “Lado Negro”.A segunda faixa, “Father To Son” também terá uma continuação em “News Of The World”, três anos mais tarde – sobre essa faixa devo ressaltar que o chorus é muito semelhante ao da música Bemvinda dos Mutantes, do álbum “Jardim Elétrico” de 1971. A seguir vem “White Queen”, interpretada pelo menestrel Freddie Mercury – a forma musical de White Queen raramente voltará a aparecer na obra do Queen, assim como “Some Day One Pay”, que ficariam melhor na interpretação da banda Devon (White Queen), ou tributo a Hendrix (Some Day One Pay). O Lado Branco termina com “The Loser In the End – o Queen retoma sua batida hard e apresenta uma excelente performance, com certeza, temperada pelas guitarras pesadas do Álbum Branco dos Beatles (Helter Skelter). Daqui pra frente a banda muda tudo, e ouvir “Ogre Battle” é como ver a coreografia de Freddie: aí está o Queen que conhecemos, os vocais, os riffs de Brian May e John Deacon, e a ferocidade de Roger Taylor. May transforma o álbum em uma película de filme mudo,preto e branco com sua guitarra em “The Fairy Feller’s Master-Stroke”. “Nevermore” irrompe na tempestade e é de causar comoção quando Freddie a canta – momento que só se repetirá no álbum Jazz, em 1978, na faixa “Jealoussy”. O álbum continua com “The March Of The Black Queen”, “Funny How Love Is”, e chega ao seu ápice em “Seven Seas Of Rhye”. Queen II é um álbum conceitual centrado no dualismo que permeia tudo, a noite e o dia, o branco e o negro, a luz e as trevas. Rendeu citações de Axl Rose, Steve Vai e Billy Corgan, mas é o álbum menos conhecido da banda. As composições ficam divididas entre Brian May, Roger Taylor e Freddie Mercury. O uso de overdubs, tão característico do Queen, acontece pela primeira vez, com veemência, neste álbum. O estilo marcante dos músicos da banda ainda não está claro para os ouvintes, porque o Queen ainda está descobrindo seu caminho. É claro que já sabemos onde eles chegaram, mas o sucesso mundial virá a partir do próximo álbum.

Faixas

White Side (Side One) 1 “Procession” (Instrumental) 2 “Father to Son” 3 “White Queen (As It Began)”  4 “Some Day One Day”  5 “The Loser in the End” (Roger Taylor)

Black Side (Side Two) 1 “Ogre Battle”  2 “The Fairy Feller’s Master-Stroke”  3 “Nevermore”  4 “The March of the Black Queen”  5 “Funny How Love Is”  6 “Seven Seas of Rhye”

Próximo Post do Queen: https://paintboxtalks.wordpress.com/2013/02/10/quenn-sheer-heart-attack-1974/

Abraços Progressivos!!!

Tupi

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