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Pink Floyd – O Início Do Fim Após The Dark Side Of The Moon E A Origem De The Wall

16/02/2013

Cena de The Wall

Cena de The Wall

A não ser por alguns heróicos moicanos que insistem em seu velho hábito do toca-discos, era uma vez o vinil. O frio chuvoso e o pouco para se fazer divagando em sons psicodélicos foi absorvido pelos novos movimentos culturais e o momento é de dançar, não de pensar. As pessoas estão mais atentas do que nunca ao passar do tempo então é muito raro alguém parar para ouvir música com ou sem fone de ouvido.O relógio está sempre despertando para um compromisso. Oouvir Ummagumma? Nem pensar! Voltamos ao tempo das músicas de três minutos. Isso é coisa mais antiga do que Pink Floyd. A junção do Rock à música Clássica é o Rock Progressivo. As músicas são longas. Música clássica? Ninguém fala mais nisso. É o que acontece no caso do Pink Floyd, Yes e Emerson, Lake & Palmer, aos poucos vão caindo no esquecimento. Esquecimento entre aspas, pois o mercado – se você ainda não percebeu, vai sentir isso em alguns anos – tanto fonográfico como cinematográfico e, bem menos, mas também o literário, reciclam as obras de arte, ou seja, não há mais nada de novo há muito tempo. É só pesquisar, ouvir, ver e ler coisas antigas e constatar que muito do que é feito “hoje” é apenas o ontem com nova roupagem. Para não falar em cópia ou plágio, surgiu o termo PÓS-PRODUÇÃO. Pós-Produção ou feito-pronto (ready-made) é o nome que se dá ao artista que “cria” a partir do que já existe. Não é algo novo – Eliot copiava ritmos na poesia, o Pink Floyd buscou muito material na música concreta e nas artes-plásticas o concretismo reaproveita não só materiais, mas idéias também – e seus mais evidentes representates hoje são os DJ. Vendo entrevistas e depoimentos dos membros do Pink Floyd fiquei surpreso com a crueza com que a banda explica que seus principais objetivos eram fama e grana, e que isso foi atingido com o álbum The Dark Side Of The Moon. A partir daquele momento o Pink Floyd passou a reciclar a fórmula do sucesso sob a liderança desagregadora de Waters que chegou a desentender-se com o próprio público e culminou com a expulsão de mais um membro (Richard Wright, o primeiro foi Syd Barrett) e o fim da banda após o álbum The Final Cut (1983), mais conhecido como “o primeiro álbum solo de Roger Waters”. Uma pergunta que se faz frequentemente às bandas é: Por que vocês tocam tão alto? e a resposta é Porque queremos ser ouvidos. Nenhum músico sério sente-se à vontade ou consegue desempenhar seu papel para uma platéia barulhenta ou descontrolada, por isso os Beatles pararam de tocar ao vivo: a algazarra era tanta que nem os músicos conseguiam se ouvir no palco, mesmo que berrassem uns nos ouvidos dos outros! Jimi Hendrix pensava a mesma coisa, o Pink Floyd também e eu também penso assim. É bom ser aplaudido, ouvir os assovios e os berros, mas ás vezes isso atrapalha, daí fica fácil entender caras como João Gilberto e Paco de Lucia, e outros, que precisam da atenção da platéia como parte integrante da obra de arte. Quando essa condição não está presente, ou o show vira uma merda, ou termina, ou acontece um choque entre quem está em cima do palco e quem está embaixo. Choque foi o que aconteceu em 1977, em uma apresentação do Pink Floyd, em Montreal. Revoltado com a algazarra de fãs exaltados durante o show, Waters, de cima do palco, cuspia na platéia que não prestava atenção na banda nem nas músicas. Em entrevistas, Waters admite que ficou “aterrorizado com seu comportamento” (Pink Floyd e a Filosofia, pg 10) e surgiu a idéia de uma banda que tocaria separada da platéia por um muro. Nos primeiros rascunhos da idéia de The wall, aviões militares bombardeavam a platéia, mas isso não foi aproveitado, sobraram apenas alguns versos no final da letra de In The Flesh que confirmam a hipótese. Como ninguém é perfeito, ainda mais no universo do rock, o episódio entre Waters e os fãs foi esquecido ou não teve reflexo significativo para a popularidade da banda, vendo-se o sucesso de The Wall até hoje. David Gilmour já trouxe à tona pelo menos uma grande e talentosa artista, Kate Bush, e Roger Waters reuniu um puta elenco em suas turnes mundiais. Quem sabe um desses dois gigantes do rock progressivo poderá, futuramente, brindar-nos com novos talentos, descobertos por eles mesmos, nesse mar de babaquice que assola o mundo da música, que anda tomado pelo dilúvio comercial. O rock, que hoje é tão comum de se ouvir em qualquer lugar, já foi rejeitado, jogado no chão e pisado pela sociedade, e veja o que aconteceu! Agora vejo isso acontecendo com o rap, o funk pancadão, com o sertanejo e com o pagode. Mas todos esses estilos já superaram a fase da negação e estão a se transformar. Estão evoluindo, seja pelo melhor uso de recursos tecnológicos ou pela melhoria de conteúdo. Ainda não aconteceu a junção de instrumental satisfatório e letras boas, mas esses estilos podem ser um recomeço para a música. muitos representantes famosos desses estilos manifestam sua insatisfação com o que estão fazendo e vão acabar migrando para outras escolas.Aí sim teremos algo representativo, que poderá causar comoção e fazer com que soprem os ventos da mudança.

Mais nesse blog em: https://paintboxtalks.wordpress.com/2011/05/02/tem-alguem-ai-fora/

Links para The Dark Side Of The Moon neste Bolg:

https://paintboxtalks.wordpress.com/2011/11/24/pink-floyd-the-dark-side-of-the-moon-experience-edition/
https://paintboxtalks.wordpress.com/2011/12/02/pink-floyd-the-dark-side-of-the-moon-timeline-do-site-oficial/
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https://paintboxtalks.wordpress.com/2012/01/01/the-dark-side-of-the-moon-any-colour-you-like-1973/
https://paintboxtalks.wordpress.com/2012/01/09/the-dark-side-of-the-moon-brain-damage/
https://paintboxtalks.wordpress.com/2012/01/11/the-dark-side-of-the-moon-eclipse/
https://paintboxtalks.wordpress.com/2012/01/11/conclusao-da-the-dark-side-post-series/
https://paintboxtalks.wordpress.com/2012/01/13/the-dub-side-of-the-moon-sixth-sense-e-o-jornal-nacional/

Abraços Progressivos!!!

Tupi

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