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Carlos Castaneda – O Caminho Do Guerreiro 3 – Viagem À Ixtlan 7 – O Não Fazer

02/03/2013

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Frustrado com a lentidão no progresso do aprendiz, Dom Juan ensina a Castaneda a técnica do “Não Fazer”, que exige do discípulo o conhecimento da técnica de “parar o mundo”.  Mostra-lhe uma pedra e diz: “Aquilo é fazer […] Fazer é o que torna aquela pedra uma pedra, um arbusto, um arbusto. Fazer é o que torna você você e eu eu. […] O mundo é o mundo porque você conhece o fazer necessário para torná-lo mundo”. Em outras palavras, “fazer” é o conhecimento adquirido durante nossa vida de nossos pais, professores, das pessoas que estão ao nosso redor.  A seguir, ensina exercícios para “parar o mundo” e “não fazer”. Primeiro, pede a Castaneda que olhe para uma pequena pedra, mas que repare em seus detalhes, suas reentrâncias, suas sombras, até que consiga perceber minuciosamente os detalhes da pedrinha. Depois manda que Castaneda deite-se e simule, com o braço direito curvado e movendo-se como se ele estivesse segurando a maçaneta de uma porta e abrindo-a. Disse que após algum tempo executando esse movimento, realmente sentiria alguma coisa resistindo à sua força, e Castaneda escreve que teve várias sensações de algo envolvendo-lhe a mão, quando Dom Juan interrompeu o exercício por exigir muita energia e não ser próprio para alguém que estava sendo iniciado e não possuía suficiente poder pessoal para apreender tudo em um única vez: “Não fazer é só para guerreiros muito fortes […] Quando ficar quente ( a mão ) você chega a poder sentir as linhas do mundo com ela. […] – São linhas de verdade? – Por certo […] o mundo é uma sensação. Quando a pessoa está não fazendo, sente o mundo, e o consegue por meio dessas linhas.” Ainda neste capítulo do livro (16) é bem interessante a conclusão de que não é necessário entender os conceitos acima, apenas não lutar contra eles e deixar que o corpo os desenvolva. Quado leio esses trechos do livro, sempre me vem à mente o momento em que Neo vê os códigos dentro da Matrix, ao final do primeiro episódio da trilogia.

Abraços Progressivos!!!

Tupi

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