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Carlos Castaneda – O Caminho Do Guerreiro 4 – Porta Para O Infinito 3

15/06/2013

Carlos Castaneda Porta Para O Infinito

A Encruzilhada: Castaneda e a Explicação do Feiticeiro

Dom Genaro propõe mais um desafio à Castaneda, um teste que o levará a outra fase em seu caminho de aprendizado. Ele sai para um lugar desconhecido e, numa determinada hora estará aguardando Castaneda em um lugar não definido. Sem saber a hora e o lugar, Castaneda deverá sair da cabana em que está, a conversar com Dom Juan, e localizar Dom Genaro. A ferramenta de que Castaneda deverá utilizar-se para realizar tal feito, chama-se VONTADE. E Castaneda nos dá – finalmente – uma definição de VONTADE: “uma força que emanava da região umbilical por uma abertura invisível abaixo do umbigo. Uma abertura que ele chamou de “brecha”. VONTADE supostamente só era cultivada pelos feiticeiros. Vinha aos praticantes velada em mistério e supostamente lhes dava a capacidade de praticarem atos extraordinários.”(p101)

Após parar seu diálogo interno, Castaneda caminhou por uma hora mato-a-dentro e encontrou Dom Genaro: ele estava num local alto, sobre um rochedo. Ele desceu e Castaneda descreve o que aconteceu:”[…]agarrou-me, por assim dizer, pela pele da barriga e puxou-me para cima do ressalto, ou talvez para outro rochedo. Sei que num instante eu estava numa pedra. Podia jurar que era o ressalto da rocha; mas a imagem foi tão passageira que não pude examiná-la e detalhes. Aí senti fraquejar alguma coisa em mim e caí para trás.”(p110) Antes de voltar ao normal Castaneda precisa de muita ajuda de Dom Juan e Dom Genaro, para recuperar-se psicologicamente. Então Dom Genaro, diante dos olhos incrédulos de Castaneda, salta e desaparece na imensidão.

Dom Juan tenta, então, explicar o seguinte, a Castaneda: “Somos perceptivos – prosseguiu. O mundo que percebemos, porém, é uma ilusão. Foi criado por uma descrição que nos foi contada desde o momento em que nascemos. Nós, os seres luminosos, nascemos com dois círculos de poder, mas só usamos um para criar o mundo. Esse círculo que é preso logo depois que nascemos, é a RAZÃO, e seu companheiro é FALAR. Entre si, eles inventam e mantêm o mundo. Assim, em essência, o mundo que sua RAZÃO quer sustentar é o mundo criado por uma descrição e suas regras dogmáticas e invioláveis, que a RAZÃO aprende a aceitar e defender. O segrêdo dos seres luminosos é que eles têm um outro círculo de poder que nunca é usado, a VONTADE. O truque do feiticeiro é o mesmo truque do homem normal. Ambos têm uma descrição; um, o homem normal, a sustenta com sua RAZÃO, o outro, o feiticeiro, a sustenta com sua VONTADE. Ambas as descrições têm suas regras, e essas regras são percebíveis, mas a vantagem do feiticeiro é que a VONTADE é mais absorvente do que a RAZÃO.”(P120) Mas, para onde teria ido Dom Genaro, após aquele incrível salto que o fizera desaparecer nas alturas? “Dom Juan levantou o chapéu. Debaixo dele haviam espirais de cinzas. Eu olhei para elas sem pensar. Senti as espirais se movendo. Senti-as em minha barriga. As cinzas pareciam empilhar-se. Depois agitaram-se e estufaram, e, de repente, Dom Genaro estava ali sentado diante de mim.”

Neste capítulo, que encerra a primeira parte do livro, temos muitos elementos que aparecem nas primeiras cenas de diálogo entre Neo e Morpheus, no filme Matrix, após o “despertar” de Neo.

Próximo: https://paintboxtalks.wordpress.com/2013/06/25/carlos-castaneda-o-caminho-do-guerreiro-4-porta-para-o-infinito-4/

Abraços Progressivos!!!

Tupi

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