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A Encruzilhada – Parte 3 – Final: Verdade E Ficção

23/06/2013

A Encruzilhada steve Vai Desafio Meio

O que é verdade e o que é ficção em “A Encruzilhada”? Se Robert Johnson fez ou não o tal Pacto com o Diabo, nunca saberemos, entretanto, não há, até hoje, uma explicação razoável para suas performances, e nem, tão pouco, suas execuções foram repetidas por outros guitarristas. Ouvindo Robert pela primeira vez, Keith Richards perguntou a Mick Jagger: “Tá, e quem é o outro cara que está tocando com ele?”, mas como sabemos, Robert toca sozinho em seus registros do Texas. Eric Clapton conta que ficou frustrado ao tentar tirar Robert Johnson, e que devemos encarar sua obra a título de estudo, pois é impossível repetir os arranjos com perfeição. Então de onde teria vindo o talento do Pai do Blues, como é considerado até hoje, apesar de não ter sido o primeiro grande nome do dessa escola? Vale à pena, ainda, lembrar que quando Martone vai ouvir Robert, logo no início do filme, no record de Johnson está escrito “Tesouros do Jazz”, no corpo da fita, tamanha a consideração que esse bluesman conquistou com o passar das décadas. Há muita polêmica em torno desse nome, Robert Johnson, inclusive com relação ao filme em preto e branco em que ele aparece. Especialistas discutem até hoje se é ele ou não. O fato é que antes de aparecer tocando como um doido retardado, Robert peregrinou pela estrada da vida sim, por alguns meses. É claro que não podemos ficar só nessas linhas, quando se fala de Robert Johnson. Haverá uma série de posts sobre ele, baseada no material original deixado por ele, e nos textos de Keith Richards e Eric Clapton, que fazem parte do booklet que acompanha o box Robert Johnson.

O tocador de harmônica do filme, Willie Brown, existiu mesmo, e realmente foi parceiro de Robert Johnson e Charley Patton. Seu nome verdadeiro é Willie Lee Brown, nascido em 6 de agosto de 1900 e falecido em 30 de dezembro de 1952. Ele é citado por Robert em sua famosa canção “Cross Road Blues”. Assim, as harmônicas no filme de John Fusco não poderiam ser dele, mas sim de outra lenda do blues, agora sim, um tocador de harmônica cego, conhecido como Sonny Terry. Sonny, infelizmente, faleceu em 1986, poucos dias antes do lançamento do filme, em março, e não pôde ver coroado o reconhecimento de sua obra e seu trabalho com Brownie McGhee. Sonny também tocou com Big Bill Broonzy, entre outros grandes nomes. Além de Sonny, também temos John Juke Logan fazendo harmônica no filme. A gaita na abertura é de Sonny Terry.

Outro fodão do filme é o guitarrista Steve Vai, que compôs vários dos principais tracks da película, aparece no final, no duelo de guitarras como Jack Butler, e toca a parte do mocinho também – não pense que aquelas mãos tocando à velocidade da luz são do Karatê Kid. É claro, Steve Vai não fez tudo sozinho, recebeu muita ajuda de Ry Cooder, responsável pela trilha sonora de “A Encruzilhada”. A música com a qual Eugene Martone vence o duelo de guitarras é “Eugene’s Trick Bag”, escrita e tocada por Steve Vai.

A Encruzilhada Vitória

Começa em              https://paintboxtalks.wordpress.com/2013/06/21/a-encruzilhada-parte-1/

Mais sobre Steve Vai em https://paintboxtalks.wordpress.com/2013/06/18/traducao-da-palestra-como-ser-bem-sucedido-de-steve-vai/

Abraços Progressivos!!!

Tupi

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