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ILUSÕES: Richard Bach e seu Messias Relutante

26/06/2013

Richard Bach ILUSÕES

Em 1977 Richard Bach lançou o sétimo livro de sua carreira – terceiro após Fernando Capelo Gaivota – chamado “Ilusões: As Aventuras De Um Messias Relutante.” Ousado e inovador, Richard conta seu encontro e convivência com o piloto Donald Shimoda, um Messias aposentado. Donald era mecânico, depois tornara-se Messias, e voltara à sua vida normal para ser mecânico novamente e piloto cigano cobrando três dólares por passeio e usando fazendas como pistas de pouso e decolagem. O primeiro capítulo da obra é um manuscrito contando a história de Shimoda, cujo parágrafo 32 me chamou a atenção. Transcrevo-o a seguir: “E o Mestre disse: ‘No caminho de nossa felicidade encontraremos o conhecimento para o qual escolhemos esta vida. É assim que aprendi hoje e prefiro deixá-los agora para seguirem seu caminho como desejarem.” No capítulo seguinte, quando Richard trava seu primeiro diálogo com Shimoda, mas sente-se preocupado por estar importunando-o, Donald simplesmente diz: “Não (não está me importunando). Estava à sua espera.” Descrevendo Donald Shimoda, Richard Bach descreve seus cabelos negros e longos, e “olhos escuros como os de uma águia.” Ele prossegue dizendo ter notado uma estranha luminosidade em torno da cabeça de Shimoda, e que na cabine do piloto estava grafada a palavra “Don”. Além disso, o avião de Shimoda estava sempre limpo e reluzente, mas Shimoda nunca limpava seu avião. Até aqui não há novidade, todas essas idéias já haviam sido abordadas por Castaneda em seus livros – clique no botão Book no topo da página e acompanhe os posts de Carlos Castaneda e O Caminho do Guerreiro. Não estou de maneira alguma desmerecendo Richard Bach, mas sim enfatizando uma questão que acho crucial: a influência da obra de Castaneda sobre outros autores – uma influência que nos chega até hoje através de livros e do cinema, e que não sabemos identificar. Continuando, Shimoda tenta fazer Richard entender que tudo neste mundo é uma ilusão, e que por isso as regras podem ser quebradas. Ele entrega a Richard “O Manual do Messias” – que me faz lembrar o Regulamento da Águia. A segunda fonte de inspiração para Ilusões, certamente foi a Bíblia, pois Don realiza a cura de um aleijado, ensina Richard a caminhar sobre a água e nadar em terra firme, além de testar a bondade Richard, quando faz surgir um vampiro sedento que lhe pede um pouco de sangue. A mensagem do livro, é que podemos ser livres, se quisermos, pois nossas limitações nos são ditadas por nossas próprias idéias. Shimoda termina sua lição de forma inesperada, como um verdadeiro Messias.

Mais livros de Richard Bach em: https://paintboxtalks.wordpress.com/2013/02/02/richard-bach-fernao-capelo-gaivota-1970/

Abraços Progressivos!!!

Tupi

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